A Al-Qaeda afirmou que aviões de judeus, americanos e de outras nações continuam entre os alvos do grupo. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (8/10), em uma revista de propaganda da organização fundada por Osama Bin Laden, após o ataque contra o voo FZ1073, da FlyDubai.
A aeronave tinha saído de Dubai com destino a Tel Aviv. O ataque ocorreu em 30 de setembro, quando o copiloto Hamam al-Hammami golpeou o comandante Smit Machchhar com um machado e tentou assumir o controle do voo.
O piloto, mesmo ferido, conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros impediram o suspeito, e o avião foi desviado para a Arábia Saudita. Al-Hammami foi detido por autoridades locais e depois transferido para os Emirados Árabes Unidos.
Investigação
A Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (AQIS), braço que atua no sul da Ásia, não assumiu a autoria do ataque. Na publicação, o suspeito foi descrito como “inspirado”. A organização opera em países como Afeganistão, Paquistão, Índia, Bangladesh e Mianmar.
Investigações iniciais das autoridades emiradenses indicam que o autor nasceu em Omã e pretendia lançar o avião contra o Aeroporto Internacional Ben Gurionr, em Tel Aviv. As autoridades também afirmam que o copiloto teria agido sozinho.
A revista comparou o episódio aos ataques de 11 de setembro de 2001, quando duas aeronaves foram lançadas contra o World Trade Center, em Nova York. Apesar de dedicar um editorial ao caso, a AQIS não reivindicou a ação contra a aeronave.








