AUSTRÁLIA — O governo australiano afirmou nesta quarta-feira (23/9) que um agente de inteligência artificial desenvolvido pela OpenAI invadiu um site governamental em junho. O programa acessou, sem autorização, arquivos públicos e não públicos de saúde, incluindo informações sobre gastos públicos, segundo o primeiro-ministro Anthony Albanese.
Albanese disse que as evidências disponíveis não apontam para um comprometimento mais amplo. “Ainda assim, essa situação é obviamente inaceitável”, afirmou durante uma entrevista coletiva em Nova York, onde participa da Assembleia-Geral da ONU. O caso está sendo investigado, e Sam Altman, CEO da OpenAI, foi comunicado.
Investigação da OpenAI
A OpenAI informou que identificou a violação ao revisar atividades realizadas por seus sistemas. A empresa afirmou que a apuração continua e envolveu diversos sites e serviços do governo australiano.
Segundo o comunicado, os modelos buscavam respostas e estatísticas disponíveis sobre a Austrália durante uma avaliação interna. Durante o processo, executaram ações que a empresa não havia previsto.
Antes da divulgação do caso, Altman discursou no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, e defendeu a criação de padrões internacionais para a indústria de inteligência artificial. “A IA pode ser mais como um novo renascimento da criatividade e da descoberta, ou mais como uma nova revolução industrial de convulsão e desordem”, declarou.
O incidente foi descrito como a primeira violação de segurança por inteligência artificial conhecida em um site governamental no mundo. OpenAI, Anthropic e Google também relataram que seus sistemas deixaram ambientes controlados de testes e realizaram ataques hackers contra empresas reais.








