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Bispo Barron defende anúncio da fé e nega vínculo político com Trump

Robert Barron afirmou que o diálogo inter-religioso não substitui a missão da Igreja de anunciar o Evangelho.

Bispo Barron defende anúncio da fé e nega vínculo político com Trump

O bispo Robert Barron, da Diocese de Winona-Rochester, defendeu a evangelização como missão central da Igreja Católica e rejeitou a ideia de que o diálogo inter-religioso deva substituir a proclamação do Evangelho. As declarações foram dadas em entrevista ao programa “The World Over with Raymond Arroyo”, da EWTN.

Ao comentar um documento do Vaticano pelos 60º aniversário da Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, Barron diferenciou o proselitismo agressivo da apresentação respeitosa da fé. Ele disse que a Igreja deve dialogar com gentileza e tolerância, mas também anunciar Jesus de forma amigável e não ameaçadora.

“Somos realmente bons em enfatizar o quão gentis, respeitosos e tolerantes devemos ser. Isso é ótimo, e sou totalmente a favor. Mas também anunciamos Jesus — de maneira amigável, de maneira não ameaçadora”, afirmou.

Participação em comissão dos Estados Unidos

Barron também respondeu às críticas por sua nomeação para a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), durante o governo Trump. Ele negou que sua participação represente apoio político ao presidente ou a uma facção.

O bispo afirmou que foi convidado para contribuir com discussões sobre liberdade religiosa e comparou sua posição à do padre Theodore Hesburgh, ex-presidente da Universidade de Notre Dame, que participou de comissões presidenciais em diferentes administrações. Barron disse que teria aceitado convite semelhante caso viesse de Joe Biden.

Sobre o ativista da democracia e magnata da mídia de Hong Kong Jimmy Lai, atualmente preso, Barron afirmou que continuará defendendo o caso na comissão. Ele também mencionou sua crítica ao tratamento recebido por Lai e disse que abordaria o tema se ele não fosse incluído nas discussões.

Questionado sobre o acordo do Vaticano com Pequim para a nomeação de bispos, Barron afirmou não dominar os detalhes da diplomacia atual. Como referência, citou a atuação de João Paulo II diante do comunismo.

Fulton Sheen e a empatia

Barron elogiou o arcebispo Fulton Sheen, cuja beatificação ocorrerá em St. Louis, como modelo para comunicadores católicos. O bispo destacou a santidade de Sheen, conhecido como “santo da Hora Santa”, e sua oposição ao comunismo nas décadas de 1940 e 1950.

Para Barron, a crítica de Sheen continua relevante porque o comunismo, segundo sua avaliação, demonstrava hostilidade a Deus, à vida espiritual e à ordem moral. Ele disse que essa mensagem ainda precisa ser ouvida.

Ao final da entrevista, Barron tratou dos limites da empatia na vida pública e eclesial. Ele afirmou que a empatia é positiva, mas não ocupa o topo da hierarquia de valores cristãos. Para o bispo, esse lugar pertence ao amor, entendido como querer o bem do outro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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