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Bispo de Abuja alerta para efeitos da distração digital sobre a oração

Anselm Umoren afirmou que redes sociais e tecnologia não substituem relacionamentos humanos, sacramentos e a presença física nas celebrações.

Bispo de Abuja alerta para efeitos da distração digital sobre a oração

O bispo auxiliar de Abuja, Anselm Umoren, afirmou nesta quarta-feira (30) que o uso constante de redes sociais e a cultura da distração digital ameaçam o silêncio necessário para a vida de oração. A declaração foi feita durante a assembleia geral da arquidiocese na Nigéria.

Para o religioso, o excesso de notificações e a interação contínua na internet podem prejudicar a contemplação e o discernimento. A exigência de comunicação permanente reduziria o espaço para a reflexão e para momentos de silêncio, considerados necessários para ouvir a voz divina e compreender a própria vida.

Umoren também apontou um paradoxo da conectividade digital: embora a tecnologia amplie a comunicação e a produtividade, ela pode ser acompanhada por solidão. Ter muitos seguidores ou amigos nas redes sociais, disse, não garante relacionamentos verdadeiros nem companheirismo em momentos difíceis.

Inteligência artificial e celebrações online

O bispo afirmou que ferramentas de inteligência artificial podem apoiar pesquisas, a educação e a evangelização, mas não substituem o relacionamento pessoal com Cristo. Segundo ele, a fé não se resume a informações e depende de uma comunhão viva. Dispositivos digitais não podem acreditar ou orar no sentido mais profundo da palavra.

As transmissões online foram descritas como provisões pastorais importantes para idosos, doentes e pessoas hospitalizadas. Ainda assim, não substituem a reunião física da comunidade ao redor do altar, de acordo com Umoren.

A vida sacramental, acrescentou o bispo, exige presença real. A Eucaristia não pode ser recebida por meio da tela de um celular, assim como o toque dos sacramentos não pode ser reproduzido por um aplicativo. Para ele, os avanços tecnológicos devem fortalecer a comunhão cristã, sem ocupar o lugar da espiritualidade ou isolar os fiéis em conexões digitais.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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