ESPANHA — O bispo José Ignacio Munilla, da Diocese de Orihuela-Alicante, apresentou nesta quarta-feira (7) cinco razões para a prática diária do terço durante outubro. Em seu programa na Rádio María, ele afirmou que a oração contribui para a paz, a ordem interior e a conexão com o Evangelho.
Outubro e o Santo Rosário
O mês de outubro é tradicionalmente dedicado ao Santo Rosário pela Igreja Católica. Munilla relacionou essa tradição a apelos atribuídos à Virgem Maria em diferentes aparições. Em Fátima, em 1917, ela teria se apresentado como a Senhora do Rosário e pedido a oração diária pela paz mundial e pelo fim da guerra.
O bispo também mencionou registros em Lourdes, Nicarágua, Ruanda e Argentina. Nesses relatos, a prática foi incentivada como forma de aproximar os fiéis da mensagem cristã e da proteção espiritual.
Meditação e vida espiritual
Para Munilla, rezar o terço não significa apenas repetir palavras. A oração contempla a vida de Jesus Cristo sob o olhar de Maria e tem Cristo como centro, funcionando como um resumo do Evangelho.
A meditação dos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos permite que os ensinamentos bíblicos orientem o cotidiano. Segundo o bispo, a repetição humilde ajuda o fiel a contemplar o rosto de Cristo e a fortalecer a relação com Deus, sem reduzir a prática a um rito mecânico.
O terço também foi apresentado como uma forma de organizar os pensamentos e proteger o coração contra o desânimo. Munilla disse que a oração sustenta as virtudes da fé, da esperança e da caridade, além de oferecer equilíbrio emocional e apoio espiritual diante das dificuldades.
Uma oração acessível
O bispo destacou que o terço pode ser rezado em qualquer lugar e por qualquer pessoa, independentemente da condição social ou do estado de vida. Ele citou papas como Leão XIII e João Paulo II, que associaram a oração ao enfrentamento de males sociais e à busca pela paz.
Munilla também afirmou que o terço favorece a união familiar e paroquial. A vidente Irmã Lúcia o considerava a oração mais benéfica para a alma depois da Eucaristia.








