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Rússia pede diálogo após teste de míssil balístico da França

Kremlin criticou o lançamento do M51.3 e acusou a União Europeia de avançar para uma estrutura político-militar.

Rússia pede diálogo após teste de míssil balístico da França

A Rússia afirmou nesta quarta-feira (7) que as tensões com a Europa devem ser tratadas por meio do diálogo, após a França testar um míssil balístico intercontinental de nova geração. O lançamento ocorreu a partir de um submarino nuclear na costa de Finistère, no oeste francês.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que o governo de Vladimir Putin recebeu a mensagem do presidente Emmanuel Macron sobre o teste do M51.3. Para Peskov, demonstrações militares não devem substituir negociações.

“Consideramos que qualquer problema deve ser resolvido por meio do diálogo, não com lançamentos demonstrativos de mísseis”, afirmou o porta-voz.

Peskov também acusou a União Europeia de abandonar o foco econômico e caminhar para uma organização político-militar. Ele disse que o bloco estaria construindo sua identidade de defesa e segurança em oposição à Rússia e classificou essa direção como um beco sem saída.

O teste foi realizado na terça-feira (6), perto da costa da Bretanha. A operação serviu para verificar se o submarino nuclear Le Vigilant poderia voltar a empregar o armamento depois de passar por uma revisão de manutenção. Após o lançamento, Macron declarou que a França está “mais forte”.

“A mensagem foi enviada de forma clara e inequívoca para onde quer que precise ser recebida”, disse o presidente em um vídeo publicado no X, sem mencionar diretamente a Rússia.

Na semana passada, Moscou afirmou que poderia usar armas nucleares contra países da Otan se houvesse uma tentativa de isolar o enclave russo de Kaliningrado, localizado entre a Lituânia e a Polônia. A Otan negou a existência de planos para bloquear a região e declarou que suas atividades não representam ameaça ao território russo.

Também nesta quarta-feira, ataques russos com mísseis e drones mataram ao menos 19 pessoas em diferentes áreas da Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o principal alvo da ofensiva foi o sistema energético nacional.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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