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Bispos criticam declarações de Lula sobre celibato e mulheres na Igreja

Devair Araújo da Fonseca e Adair José Guimarães disseram que o presidente não deveria opinar sobre assuntos da Igreja Católica.

Bispos criticam declarações de Lula sobre celibato e mulheres na Igreja

O bispo de Piracicaba, Devair Araújo da Fonseca, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após declarações sobre o celibato sacerdotal e a ordenação de mulheres na Igreja Católica. Lula é candidato do Partido dos Trabalhadores à reeleição.

Em 16 de setembro, durante encontro no Palácio do Planalto com norte-americanos e brasileiros da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, Lula afirmou ter conversado com o papa Francisco sobre os temas. O presidente disse que a Igreja enfrentaria dificuldades enquanto não acabasse com o celibato e não permitisse que mulheres fossem padres ou bispos.

Lula também relacionou o crescimento da Igreja evangélica no Brasil à possibilidade de as mulheres “serem o que quiserem”. Os católicos representam cerca de 57% da população, ante aproximadamente 90% em 1970.

Resposta do bispo de Piracicaba

Em 19 de setembro, Araújo da Fonseca publicou nas redes sociais um vídeo com uma homilia feita na noite anterior, em Santa Bárbara d'Oeste. Na fala, afirmou que políticos tentam dizer à Igreja o que ela deveria fazer e deveriam se concentrar nos problemas do país.

O bispo pediu atenção durante o período eleitoral. O primeiro turno está previsto para 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário, para 25 de outubro. Ele disse que os cristãos não deveriam deixar de votar e classificou o voto como “um ato de sacrifício e penitência”.

Araújo da Fonseca também afirmou que os eleitores devem fazer suas escolhas lembrando que todos arcam com as consequências. Ele pediu que não fossem escolhidos candidatos que desejassem destruir a liberdade.

Críticas de bispo de Goiás

Adair José Guimarães, bispo de Formosa, também comentou as declarações de Lula. Ele disse não ter ficado surpreso e afirmou que líderes ignorantes costumam querer interferir em todos os assuntos.

Guimarães declarou que a Igreja Católica é uma instituição de direito divino, com mais de 2.000 anos, tradição, magistério e a Sagrada Escritura. Para ele, o líder da nação deve cuidar do país, em vez de se envolver em assuntos da Igreja.

O bispo ainda citou um episódio de 2005, quando Lula, em seu primeiro mandato, declarou ser católico, apostólico e romano. Na ocasião, o então arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Eusébio Oscar Scheid, questionou a afirmação e fez um trocadilho com as palavras. Guimarães disse compartilhar a visão do cardeal, que morreu.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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