São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
Mundo

Brasileiro é acusado nos EUA de votar ilegalmente na eleição de 2024

Aparecido Donizetti Padovan teria declarado falsamente ser cidadão americano para votar em Minnesota; ele é residente permanente legal.

Brasileiro é acusado nos EUA de votar ilegalmente na eleição de 2024

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (30) o indiciamento do brasileiro Aparecido Donizetti Padovan, de 62 anos, por supostamente declarar que era cidadão americano e votar ilegalmente em Minnesota na eleição geral de novembro de 2024.

Padovan tem residência permanente legal nos Estados Unidos e teria depositado uma cédula em 5 de novembro de 2024. Na data, o país realizou a eleição presidencial e disputas para cargos federais, estaduais e locais. A legislação federal proíbe que estrangeiros votem em eleições federais, mesmo quando possuem residência permanente legal.

O brasileiro responde por duas acusações: apresentar declaração falsa de cidadania com o objetivo de votar e participar de votação como estrangeiro. Ele foi levado pela primeira vez à Justiça nesta terça-feira (29), quando participou dos procedimentos iniciais diante da juíza federal Elsa Bullard, do Tribunal Distrital de Minnesota.

A primeira acusação prevê pena de até cinco anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e multa máxima de US$ 250 mil. No caso de voto ilegal por estrangeiro, a pena pode chegar a um ano de prisão, com multa de até US$ 100 mil.

Investigação em Minnesota

Um grande júri federal decidiu pelo indiciamento em 24 de setembro, mas o governo só tornou o caso público nesta quarta-feira. A investigação foi conduzida pela Homeland Security Investigations (HSI), órgão investigativo do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

Padovan integra um grupo de dez estrangeiros denunciados por suspeitas relacionadas a eleições realizadas em Minnesota em 2022, 2024 e na primária de agosto deste ano. Os demais acusados são originários da Libéria, Lituânia, Gana, Alemanha, Bósnia, Canadá e África do Sul. Nove dos dez casos envolvem suspeita de voto ilegal; uma cidadã liberiana é acusada somente de declarar falsamente a cidadania americana ao se registrar para votar.

Durante o anúncio, o procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, disse que apenas cidadãos americanos podem votar nas eleições do país. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que estrangeiros que votarem ilegalmente podem responder a processos criminais e ser deportados.

Outro caso envolvendo brasileiro

Moises Lima Junior, que também é brasileiro, admitiu ter votado ilegalmente em 2024. Ele se tornou residente permanente legal dos Estados Unidos em 17 de janeiro daquele ano e se registrou para votar na Flórida em 18 de fevereiro, declarando falsamente ser cidadão americano.

Em 21 de outubro de 2024, Lima Junior votou na eleição federal mesmo sabendo que não tinha cidadania americana. Ele se declarou culpado em fevereiro deste ano pelas duas acusações e recebeu a sentença em 27 de maio: prisão pelo período já cumprido e um ano de liberdade supervisionada.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5