São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Mundo

Brics critica sanções contra Cuba e ações militares no Oriente Médio

Comunicado aprovado em Nova Délhi pede contenção no Oriente Médio e condena medidas unilaterais contra Cuba.

Brics critica sanções contra Cuba e ações militares no Oriente Médio

A cúpula dos Brics aprovou neste sábado (12) um comunicado que critica sanções econômicas unilaterais, medidas de bloqueio contra Cuba e ações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. O documento reúne um consenso entre os 11 integrantes do bloco.

Os países condenaram medidas coercitivas consideradas contrárias ao direito internacional, incluindo sanções econômicas e secundárias. O comunicado afirma que essas medidas afetam de forma desproporcional a população mais pobre e pessoas em situação de vulnerabilidade, além de agravarem desafios ambientais e a exclusão digital.

Sobre o Oriente Médio, os integrantes expressaram “profunda preocupação com a contínua escalada das tensões” e defenderam “a máxima contenção”. Também pediram proteção para civis e infraestrutura civil, respeito à soberania e à integridade territorial dos países e preservação do comércio global, das cadeias de suprimentos e do fluxo de energia.

Cuba e o conflito no Oriente Médio

O comunicado apontou efeitos adversos das medidas de bloqueio sobre a economia cubana e o abastecimento de energia. Também criticou o embargo dos Estados Unidos à venda de petróleo para Cuba, sem citar nominalmente Donald Trump ou os Estados Unidos nesse trecho. Os Brics reafirmaram que a América Latina e o Caribe são uma “zona de paz”.

As negociações sobre o documento avançaram durante a madrugada, sob pressão diplomática dos anfitriões indianos. O Brasil participou ativamente das tratativas para incluir a situação cubana no texto.

Os líderes também demonstraram preocupação com ataques contra infraestrutura civil e instalações nucleares pacíficas submetidas às salvaguardas da agência de energia atômica da ONU. O comunicado defende a proteção da segurança nuclear durante conflitos armados.

À margem da cúpula, o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse que a região “não precisa de um policial”, em referência aos Estados Unidos. Ele afirmou que o Irã não pretende iniciar nem prolongar a guerra e que a prioridade continua sendo alcançar a paz. O conflito entre Estados Unidos e Irã começou no último dia de fevereiro; depois disso, a República Islâmica bloqueou o Estreito de Ormuz.

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou que a guerra não atende aos “interesses comuns” da comunidade internacional. Ele defendeu a cooperação entre os integrantes do Brics para contribuir para a paz e a estabilidade na região.

Reforma do Conselho de Segurança

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, defendeu maior participação dos grandes países em desenvolvimento nas decisões globais. Vladimir Putin apoiou a ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para aumentar a representação da Ásia, da África e da América Latina.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5