Mais de 100 católicos fizeram uma procissão em direção ao Congresso dos Estados Unidos, em Washington, nesta quarta-feira (16), para pedir dignidade e proteção aos imigrantes. Organizado pelo Projeto Dorothea, o grupo participou de uma missa, rezou o rosário e depois se reuniu com assessores parlamentares.
A mobilização defendeu que a dignidade humana esteja acima do status burocrático dos estrangeiros. Os participantes também pediram leis de imigração que protejam a união das famílias e a vida, sem diferenciar pessoas com documentos temporários, permanentes ou em situação irregular.
O bispo auxiliar de Washington, D.C., Gary Studniewski, celebrou a missa inicial. Ele comparou o sofrimento dos imigrantes ao pé da cruz de Cristo e afirmou que a presença da Igreja busca aliviar a dor da injustiça e mostrar que essas famílias não estão sozinhas.
A Rede Jurídica Católica de Imigração (CLINIC), ligada aos bispos dos EUA, participou do evento. A organização afirmou que o cenário é assustador para pessoas que trabalham e vivem no país há anos, mas passaram a enfrentar medo constante da deportação.
Os organizadores disseram que as regras não podem ser resumidas à divisão entre imigrantes legais e ilegais. Segundo eles, pessoas que seguem as normas podem ser deportadas quando as regras mudam ou quando há dificuldades para transformar um visto temporário em residência permanente. A preocupação envolve indivíduos que construíram suas vidas, criaram filhos e contribuíram para a sociedade por décadas.
O Projeto Dorothea atua na defesa dos imigrantes. O nome homenageia Dorothy Day e Irmã Thea Bowman. A fundadora, Katie Holler, afirmou que o apoio do Papa e dos bispos americanos permite que fiéis participem publicamente da defesa dessas causas. Para os ativistas, acolher estrangeiros é um mandamento bíblico que deve ser traduzido em ações sociais e políticas.






