China e Rússia defenderam nesta terça-feira (15) a desmilitarização do espaço, um dia depois de os Estados Unidos confirmarem a existência de armas americanas posicionadas em órbita.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, acusou os Estados Unidos de promoverem uma “corrida armamentista” no espaço e pediu que o país interrompa a expansão de suas capacidades militares e os preparativos para uma guerra espacial.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a Rússia considera que o espaço deve permanecer sem armas e defendeu uma mobilização internacional pela desmilitarização completa da área.
A confirmação americana ocorreu na segunda-feira (14), durante uma conferência do secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink. No mesmo dia, a Força Espacial informou que os Estados Unidos têm armas de controle espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis.
O comunicado citou China e Rússia como preocupações que justificam a medida. De acordo com o documento, a China desenvolve e opera capacidades espaciais e contraespaciais como parte de sua modernização militar. A Rússia, ainda conforme o comunicado, considera o espaço um domínio de combate e avalia que a supremacia espacial será decisiva em conflitos futuros.








