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EUA confirmam armas em órbita e elevam tensão com China e Rússia

Declaração americana sobre capacidades militares no espaço pode estimular novos investimentos em armas antissatélite, avaliam especialistas.

EUA confirmam armas em órbita e elevam tensão com China e Rússia

Os Estados Unidos confirmaram que mantêm armas de controle espacial em órbita, aumentando a tensão com China e Rússia. Troy Meink, secretário da Força Aérea americana, disse na segunda-feira (14) que os sistemas podem proteger as forças do país contra ações hostis.

Washington não informou quais armas estão em órbita. Para Craig Albert, diretor do programa de mestrado em estudos de inteligência e segurança da Universidade de Augusta, a falta de detalhes pode levar os concorrentes a investir em capacidades antiespaciais ou em sistemas semelhantes.

Carlos Frederico Coelho, professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), avaliou que a China e a Rússia podem presumir o pior diante da falta de informações. Ele afirmou que o Tratado do Espaço Exterior, da década de 1960, proíbe armas de destruição em massa em órbita, mas não impede o uso de armas convencionais.

Capacidades atribuídas a China e Rússia

Um relatório da Força Espacial dos EUA afirma que a China desenvolve sistemas espaciais e contraespaciais como parte de sua modernização militar. O documento diz que o Exército de Libertação Popular pretende obter armas antissatélite capazes de alcançar a órbita geoestacionária, a 36 mil km de altitude.

Em 2013, um objeto lançado pelo Exército chinês alcançou 30 mil km, segundo o relatório. O documento também cita o satélite SJ-21, que em 2022 deslocou um satélite de navegação BeiDou inativo para uma órbita de descarte acima da órbita geoestacionária.

Sobre a Rússia, o relatório afirma que o país trata o espaço como um domínio de combate. Protótipos de armas antissatélite teriam sido colocados em órbita terrestre baixa nos anos de 2017, 2019, 2022, 2024 e 2025. A Força Espacial também apontou o desenvolvimento de um satélite capaz de transportar uma arma nuclear.

China e Rússia reagiram à declaração americana. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, pediu que os Estados Unidos parem de ampliar suas capacidades militares e de se preparar para uma guerra no espaço. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, defendeu a desmilitarização completa do espaço.

Para Coelho, a confirmação americana tem função de dissuasão. Ele disse que os sistemas podem incluir interferência eletrônica, ataques cibernéticos, lasers e satélites capazes de se aproximar de outros objetos. O professor avaliou que o uso mais provável seria impedir comunicações ou sistemas de mira, e não destruir fisicamente um satélite.

Coelho afirmou ainda que um conflito espacial poderia produzir efeitos na Terra, porque comunicações, GPS, previsão do tempo e telecomunicações dependem de sistemas em órbita. Ele citou o risco de detritos resultantes da destruição de satélites e a ausência de regras para acompanhar o avanço dessas tecnologias.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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