TENNESSEE — Christa Pike conseguiu ficar de pé e caminhar no hospital oito dias depois de sobreviver a duas injeções letais durante a execução de sua pena de morte. A informação foi divulgada pelo advogado Stephen Ferrell.
Pike, de 50 anos, foi declarada com morte cerebral na segunda-feira (5), mas acordou e começou a falar no dia seguinte. Ferrell descreveu a cliente como “com raiva e confusa”.
Ela ainda apresentava pneumonia e um coágulo sanguíneo, além de não conseguir mover os braços. Mesmo internada, permanecia acorrentada à cama pelos pés e pelo braço direito. O advogado disse que seus braços estavam muito machucados e que ela conseguia usá-los pouco.
“Ela se levantou e começou a andar pela primeira vez hoje, mas só deu umas voltas pelo quarto, não foi muito longe”, afirmou Ferrell. Segundo ele, a equipe busca apoio psicológico para Pike, que perde o fio da meada com facilidade e esquece para onde está indo. O advogado disse que o estado de saúde dela pode continuar melhorando, mas que ainda não se sabe se haverá dano permanente.
Execução e condenação
Pike recebeu duas doses do barbitúrico pentobarbital. Ferrell afirmou ter contado sete agulhas no braço esquerdo dela, e uma parecia torta quando foi retirada. Durante o procedimento, ela teria levantado a cabeça da maca e dito que os braços estavam ardendo.
Antes da execução, os advogados haviam alertado sobre a dificuldade para localizar as veias de Pike. Especialistas especularam que parte do medicamento não tenha entrado na veia e se espalhado pelo tecido ao redor.
Pike passou quase 30 anos no corredor da morte. Ela foi condenada aos 18 anos por espancar com um pedaço de concreto e matar a facadas Colleen Slemmer, de 19 anos, em uma área de mata em Knoxville, em 12 de janeiro de 1995. O então namorado de Pike, Tadaryl Shipp, participou do crime. O assassinato foi motivado por ciúmes, e Shipp entalhou um pentagrama no peito da vítima com um estilete.






