Bispos católicos do Tennessee pediram a substituição da pena de morte por prisão perpétua sem liberdade condicional. A declaração foi emitida em 2 de outubro, após uma tentativa frustrada de executar Christa Pike, de 50 anos.
A execução de Pike foi interrompida em 30 de setembro, depois que duas doses de pentobarbital não provocaram sua morte. Ela permanece em ventilador mecânico, em estado crítico. O caso foi a segunda execução malsucedida no Tennessee este ano e levou à renúncia de Frank Strada, comissário do Departamento de Correções. O governador Bill Lee determinou uma moratória nas execuções até o fim de 2026.
Argumento dos bispos
A Conferência Católica do Tennessee afirmou que a prisão perpétua sem liberdade condicional responsabiliza pessoas condenadas por crimes graves, protege a sociedade e preserva a dignidade humana. Para os bispos, a punição não exige que o Estado tire outra vida, não pode restaurar a vida perdida e pode ampliar o sofrimento de familiares, presos e profissionais envolvidos nas execuções.
Pike foi condenada à morte em 1996, aos 20 anos, pelo assassinato de Colleen Slemmer. Em 1995, Pike e Tadaryl Shipp torturaram Slemmer, que morreu após ter o crânio esmagado com um pedaço de asfalto. Em 2001, Pike tentou estrangular Patricia Jones, uma colega de prisão. Ela também tentou fugir em 2012 e foi condenada por tentativa de homicídio.
Os bispos disseram que mesmo pessoas responsáveis por crimes graves mantêm a dignidade humana. A posição acompanha a revisão do ensinamento católico sobre a pena capital.
O parágrafo 2267 do Catecismo da Igreja Católica, revisado em 2018, passou a considerar a pena de morte inadmissível. O texto afirma que a dignidade humana não desaparece após crimes graves e que as punições não devem eliminar definitivamente a possibilidade de redenção. Em 2017, o papa Francisco classificou a pena capital como uma medida desumana.
Execução militar nos Estados Unidos
Em 5 de outubro, Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, informou no X que o presidente Donald Trump aprovou a execução por pelotão de fuzilamento militar de Nidal Malik Hasan. Ex-major do Exército dos Estados Unidos, Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 em Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009.
Hasan recebeu sentença de morte após uma corte marcial em 2013. O secretário do Exército definirá a data e o local da execução.







