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Presidente da Colômbia anuncia 17.147 prisões em 36 dias de governo

Abelardo de la Espriella afirmou que forças de segurança também atingiram 24 líderes de grupos classificados por ele como narcoterroristas.

Presidente da Colômbia anuncia 17.147 prisões em 36 dias de governo
Foto: Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images

O presidente Abelardo de la Espriella afirmou nesta segunda-feira (14/9) que seu governo realizou 17.147 prisões nos primeiros 36 dias de gestão. O balanço foi apresentado em pronunciamento à nação, no qual ele apontou o combate ao crime organizado como uma das prioridades do mandato.

Desde 7 de agosto, quando assumiu a Presidência, as forças de segurança atingiram 24 líderes das principais estruturas que o governo classifica como narcoterroristas. De acordo com o presidente, 19 foram capturados e cinco morreram em operações policiais e militares.

De la Espriella também determinou uma análise sobre pessoas privadas de liberdade em instalações militares ou delegacias. A orientação prevê a transferência de detentos que estejam nesses locais sem cumprir os requisitos legais para permanecer ali.

Operações e decisões judiciais

O presidente assumiu com a promessa de abandonar a estratégia de negociações de paz adotada pelo governo anterior, de Gustavo Petro, e ampliar as ações contra organizações armadas e criminosas. A ofensiva envolve grupos financiados pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão.

Nas últimas semanas, foram realizados três ataques aéreos contra acampamentos de guerrilheiros na Amazônia e na fronteira com a Venezuela. As ações provocaram pelo menos 42 mortes, incluindo seis menores de idade. A presença de crianças e adolescentes entre as vítimas levou a Justiça colombiana a impor restrições a esse tipo de operação.

No último mês, decisões judiciais determinaram que as Forças Armadas interrompam ataques quando houver informações sobre a presença de menores nas áreas escolhidas como alvo. A Justiça também ordenou a remoção, das redes sociais, de vídeos com cadáveres de supostos criminosos mortos pelas forças de segurança e suspendeu testes de pulverização aérea de plantações de drogas.

No domingo (13/9), De la Espriella afirmou que respeita as decisões, mas pretende contestá-las. O governo ainda prepara uma proposta para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. O texto deverá ser enviado ao Congresso e prevê um marco jurídico específico para definir terrorismo e estabelecer instrumentos de combate aos grupos incluídos nessa categoria.

Durante o pronunciamento, o presidente diferenciou manifestações pacíficas de atos violentos. “O protesto pacífico exercido dentro do marco da Constituição e da lei será respeitado e garantido pelo meu governo”, afirmou. Segundo ele, ataques contra as forças de segurança e a população civil não serão tratados como manifestações.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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