A delegação dos Estados Unidos deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o discurso do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, nesta quarta-feira (23/9). A saída ocorreu nos primeiros minutos da manifestação, depois de o líder iraniano acusar os americanos de ataques que mataram crianças.
O diplomata dos EUA que acompanhava as sessões deixou o fórum após as acusações. Pezeshkian afirmou que o Irã é vítima de terrorismo e disse que seu líder supremo foi assassinado sem base legal. Também declarou que uma escola foi bombardeada por armas usadas pelos Estados Unidos e por Israel.
“Essas crianças morreram bombardeadas. Por armas usadas pelos EUA e Israel”, disse o presidente iraniano. Segundo ele, as vítimas eram inocentes e não haviam cometido crimes.
Conflito no Oriente Médio
O texto informa que Irã e Estados Unidos estão em guerra desde fevereiro deste ano, quando tropas americanas e israelenses fizeram um ataque conjunto contra o país. A ofensiva ampliou a crise no Oriente Médio, que já sofria os impactos do conflito entre Israel e o Hamas, grupo terrorista da Faixa de Gaza.
Teerã respondeu com ataques contra países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, entre eles a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. O governo iraniano afirmou que a intenção era atingir bases militares americanas sem provocar danos ou perdas civis e militares nos países da região.
Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita condenaram as ações iranianas e criticaram a postura do país no conflito. A guerra também envolveu grupos aliados do Irã, como o Hezbollah, no Líbano, e os houthis, no Iêmen, que fizeram ataques contra Israel e outros alvos regionais.








