O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que potências agressivas estão pedindo o fim da guerra no Oriente Médio. A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta segunda-feira (28/9), quando o conflito completou sete meses.
A fala ocorreu durante a Semana da Defesa Sagrada, período que relembra a Guerra Irã-Iraque, travada entre 1980 e 1988. O comunicado também marcou o segundo aniversário da morte de Saayid Hassan Nasrallah, ex-secretário-geral do Hezbollah.
Ao mencionar a guerra dos anos 1980, Khamenei disse que o Irã saiu do conflito mais forte. Segundo ele, essa característica também apareceu em eventos posteriores organizados pelos inimigos do país, entre eles as hostilidades recentes com os Estados Unidos.
“Chegaram os dias em que as próprias potências agressivas, e não apenas seus procuradores, buscam refúgio dos ataques dos soldados do Islã e imploram pelo fim da guerra”, declarou o aiatolá.
Paradeiro incerto
O paradeiro de Khamenei permanece incerto desde fevereiro deste ano, quando forças norte-americanas atacaram o Irã. Ele foi eleito líder supremo em março, sucedendo o pai, Ali Khamenei, que, segundo o comunicado, foi assassinado pelos Estados Unidos.
A inteligência norte-americana afirma que Mojtaba Khamenei desapareceu depois de ficar gravemente ferido nos bombardeios de fevereiro. Teerã não confirma essa informação.
As negociações entre Estados Unidos e Irã estão paralisadas desde junho. Um acordo provisório que previa cessar-fogo entrou em colapso depois que o governo de Donald Trump rompeu a trégua, acusando forças iranianas de atacar embarcações no Estreito de Ormuz.








