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Deputado democrata tenta bloquear venda de munições dos EUA a Israel

Gregory Meeks questiona garantias sobre o uso de 40 mil bombas em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano.

Deputado democrata tenta bloquear venda de munições dos EUA a Israel

O deputado democrata Gregory Meeks anunciou nesta quarta-feira (16) que tentará impedir a venda de US$ 2,8 bilhões em munições dos Estados Unidos para Israel. O pacote inclui 40 mil bombas de 2.000 libras, cerca de 907 quilos cada, destinadas às Forças Armadas israelenses.

Meeks, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, disse que não dará aval à operação durante a análise informal no Congresso. Para ele, o governo do presidente Donald Trump não apresentou garantias suficientes sobre o uso das armas conforme a legislação americana e com proteção adequada a civis.

“Continuo firmemente comprometido com a segurança de Israel”, afirmou o deputado. Ele acrescentou que a transferência das bombas levanta preocupações sobre um possível emprego em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano.

Composição do pacote

A proposta prevê 20 mil bombas MK-84 e 20 mil BLU-117, ambas da classe de 2.000 libras. O pedido foi apresentado informalmente aos comitês competentes do Congresso, antes da notificação formal exigida para grandes vendas de armamentos ao exterior.

As bombas desse tipo já provocaram divergências entre Washington e o governo israelense. Em maio de 2024, o então presidente Joe Biden suspendeu o envio por causa da preocupação com o impacto sobre a população civil, principalmente durante a ofensiva israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Em janeiro de 2025, Trump reverteu a decisão, autorizou a liberação das bombas retidas nos Estados Unidos e afirmou que Israel havia comprado o armamento e aguardava a entrega havia muito tempo.

A iniciativa de Meeks ocorre em meio a divergências no Partido Democrata sobre o apoio militar americano a Israel. O deputado disse que sua posição não se opõe às necessidades de defesa do país, mas busca exercer a fiscalização do Congresso sobre o uso de armas financiadas pelos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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