O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou no sábado, durante uma visita à Cisjordânia ocupada, que não existe plano israelense para deslocar a população da Faixa de Gaza.
A declaração ocorreu após oito países de maioria muçulmana condenarem propostas apresentadas por ministros israelenses para expulsar palestinos do território. Os chanceleres de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Indonésia e Turquia disseram que as iniciativas ameaçam os esforços internacionais de paz para Gaza.
As autoridades classificaram os planos como uma tentativa de “expulsar à força os palestinos de suas terras”. Também afirmaram que as propostas colocam em xeque o plano de paz para Gaza apoiado pelos Estados Unidos e apresentado em outubro de 2025. O projeto, associado ao presidente Donald Trump, inclui rejeição ao deslocamento forçado.
Propostas em Israel
Na quarta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o governo planeja retirar os palestinos de Gaza, mas espera que os Estados Unidos indiquem para onde eles seriam levados.
No dia seguinte, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, do partido Poder Judaico, propôs a expulsão de 250 mil palestinos em um ano. Os demais moradores deixariam o território ao longo dos seis anos seguintes.
A proposta foi apresentada durante a campanha para as eleições gerais israelenses de 27 de outubro. Gaza tem cerca de dois milhões de habitantes e foi devastada pela guerra entre Israel e o grupo islamista Hamas.








