Os Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação sobre o ataque contra o piloto de um avião da Flydubai, desviado para a Arábia Saudita nessa quarta-feira (30/9). O copiloto esfaqueou o comandante durante o voo, que tinha Israel como destino.
A apuração foi determinada pelo procurador-geral dos Emirados e vai analisar as circunstâncias e os motivos do episódio. Também será investigada a possibilidade de ligação com atividade terrorista ou de planejamento e direção prévios.
Ataque durante o voo
O piloto indiano Smit Machchhar comandava a aeronave. Ele tem quase 10 mil horas de voo, trabalhou por 11 anos na companhia aérea indiana SpiceJet e passou a ser piloto da FlyDubai em 2022.
Mesmo ferido, Machchhar conseguiu se desvencilhar do ataque, abrir a porta da cabine e avisar passageiros e tripulantes. A ação permitiu que passageiros contivessem o copiloto. A aeronave pousou na Arábia Saudita com a ajuda de pilotos reservas que estavam a bordo para operar um voo posterior, após a chegada a Israel.
Imagens mostram o comandante coberto de sangue sendo retirado do avião. Ele foi hospitalizado na Arábia Saudita.
O comunicado das autoridades judiciais dos Emirados afirma que o país tem jurisdição sobre o caso porque a aeronave é registrada em seu território e opera sob sua bandeira. A legislação emiradense também se aplica a crimes cometidos a bordo, mesmo fora do território nacional.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reconheceu a atuação do piloto. “Ele salvou a vida de 174 pessoas, incluindo cidadãos israelenses e de outras nacionalidades”, afirmou.








