O governo de Israel classificou como tentativa de ataque terrorista jihadista o incidente ocorrido nessa quarta-feira (30/9) em um voo da Flydubai entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Tel Aviv, em Israel. A aeronave foi desviada e pousou em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o copiloto teria esfaqueado o comandante e tentado assumir o controle do avião para provocar sua queda. Passageiros e tripulantes conseguiram entrar na cabine e dominar o suspeito, que foi detido pelas autoridades sauditas.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o avião entrou em uma descida acentuada. Mesmo ferido, o comandante teria aberto a porta da cabine, permitindo a entrada de passageiros e integrantes da tripulação.
Dados do Flightradar24 indicam que o Boeing 737 perdeu cerca de 4,3 mil metros em menos de 30 segundos em um trecho do voo. A aeronave também transmitiu códigos de emergência, incluindo um sinal internacional associado a uma possível interferência ilícita. Caças israelenses foram acionados diante da possibilidade de sequestro, hipótese posteriormente descartada.
Investigações
O voo FZ1073 tinha 174 pessoas a bordo, incluindo 27 crianças. Os dois pilotos ficaram feridos e receberam atendimento médico. Depois do pouso, os passageiros seguiram para Israel em outra aeronave.
A Flydubai confirmou a ocorrência, mas informou que as circunstâncias da briga entre os pilotos ainda não estavam determinadas e pediu que fossem evitadas “especulações prematuras”.
Os Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação. O procurador-geral do país determinou que sejam apuradas possíveis relações entre o episódio e uma atividade ou intenção terrorista.
Uma autoridade israelense identificou o copiloto como cidadão de Omã. Não havia confirmação pública sobre eventual vínculo dele com uma organização extremista. As investigações devem esclarecer as circunstâncias do confronto, a perda de altitude e se houve uma ação planejada para provocar a queda da aeronave.








