TABUK, Arábia Saudita — Passageiros israelenses dominaram um copiloto que atacou o comandante durante o voo FZ1073, da Flydubai, nesta quarta-feira (30). O Boeing 737 havia saído de Dubai com destino a Tel Aviv e perdeu mais de 14 mil pés (cerca de 4,2 km) em menos de 30 segundos. O avião pousou de emergência em Tabuk, onde o suspeito foi preso.
O comandante indiano Smit Machchhar foi esfaqueado e sofreu ferimentos graves, mas conseguiu destravar a porta da cabine. Yaniv Hayoun encontrou o piloto caído e o copiloto sobre os controles, tentando danificar os equipamentos. Hayoun retirou o agressor do posto de comando e assumiu o controle por alguns instantes.
Ao relatar o episódio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Hayoun disse que segurou o manche e o puxou para trás para nivelar a aeronave. Ele afirmou ter se baseado no que aprendeu assistindo ao programa “Mayday! Desastres Aéreos”. Depois, pilotos da mesma companhia que estavam entre os passageiros assumiram o voo até o pouso.
A contenção do copiloto durou entre 20 e 25 minutos. Sem algemas disponíveis, Tzvika Manes, Yaniv Hayoun e Asaf Rajuan usaram fios de fones de ouvido para amarrá-lo. O homem, identificado como cidadão de Omã, permaneceu sob vigilância dos passageiros até a chegada das autoridades sauditas.
Machchhar foi levado a um hospital na Arábia Saudita com sangramento intenso na cabeça. O quadro é considerado estável. Durante o voo, o dentista israelense Shota Musayev prestou os primeiros socorros e conteve a hemorragia.
A motivação do ataque ainda é investigada por autoridades sauditas e israelenses. O governo de Israel trata oficialmente o caso como uma tentativa de ataque jihadista e afirmou que a ação dos civis impediu um desastre de proporções similares aos atentados de 11 de setembro.








