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EUA apoiarão mineração de terras raras e nióbio no Quênia

Washington quer ajudar o Quênia a processar minerais críticos e reduzir a dependência americana da China por matérias-primas estratégicas.

EUA apoiarão mineração de terras raras e nióbio no Quênia

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (9) que ajudará o Quênia a desenvolver sua indústria de minerais críticos. A iniciativa amplia a presença americana na África e envolve a disputa pelo desenvolvimento de Mrima Hill, uma das maiores jazidas ainda não exploradas de terras raras do continente.

Localizado no sul do Quênia, próximo à costa do Oceano Índico, o depósito também contém grandes quantidades de nióbio, mineral usado, entre outras aplicações, na indústria aeroespacial. Estimativas citadas nos últimos anos indicam que os recursos da região podem valer dezenas de bilhões de dólares.

Frank Garcia, secretário-assistente de Estado para Assuntos Africanos, afirmou que os minerais críticos são uma prioridade para o presidente Donald Trump e para o secretário de Estado, Marco Rubio. Durante um encontro da Câmara Americana de Comércio em Nairóbi, ele disse que Washington está preparado para trabalhar com o governo queniano para transformar o país em um centro regional do setor.

O apoio americano deve incluir instalações de processamento dentro do Quênia, treinamento de trabalhadores, transferência de tecnologia e desenvolvimento de outras indústrias ligadas à mineração. A proposta também prevê apoio a um setor que atraia empresas legítimas, respeite as comunidades locais e torne mais seguras as cadeias globais de abastecimento.

O presidente queniano, William Ruto, defende que os minerais extraídos no país sejam processados localmente, em vez de exportados em estado bruto. A medida busca ampliar a geração de empregos e manter no Quênia uma parcela maior do valor econômico dos recursos.

Empresas americanas participam da disputa pelo direito de desenvolver Mrima Hill. O governo queniano abriu um processo competitivo para escolher a responsável pela exploração do depósito, que contém minerais usados em setores como defesa, aviação, energia e tecnologias avançadas.

A movimentação faz parte da tentativa de Washington de reduzir a influência da China sobre a cadeia global de minerais críticos. Pequim domina boa parte do processamento mundial de terras raras e tem adotado controles sobre as exportações desses materiais. Os Estados Unidos também apoiam projetos minerais africanos por meio da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos e buscam novos fornecedores para a indústria e os equipamentos militares americanos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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