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EUA mobilizam inteligência militar para proteger sistemas eleitorais nas midterms

Memorando de Pete Hegseth prevê ações contra interferências estrangeiras nas eleições de 3 de novembro.

EUA mobilizam inteligência militar para proteger sistemas eleitorais nas midterms

O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determinou que a Agência de Segurança Nacional (NSA) e outras estruturas de inteligência militar e cibersegurança protejam os sistemas eleitorais durante as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

A votação definirá as 435 cadeiras da Câmara federal e um terço do Senado. A determinação foi registrada em um memorando do dia 22, divulgado nesta segunda-feira (28).

O documento orienta as autoridades de defesa a empregar todos os recursos disponíveis para proteger a infraestrutura eleitoral contra influência estrangeira e permitir que eleitores elegíveis votem sem intimidação, coerção ou medo provocados por estrangeiros. A equipe militar também deverá usar recursos de inteligência e cibernéticos para identificar, interromper e neutralizar interferências externas.

Críticas à medida

Os equipamentos eleitorais dos Estados Unidos são considerados infraestrutura crítica desde 2017. Desde então, especialistas militares em cibersegurança participam do monitoramento desses sistemas e do enfrentamento a hackers.

A decisão, porém, foi criticada por ter sido divulgada depois que o presidente Donald Trump reduziu recursos de uma agência civil especializada no tema.

David Becker, ex-procurador do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e presidente do Center for Election Innovation & Research, afirmou que a proximidade entre a ordem e as eleições “sugere que isso não passa de teatro”.

Para Becker, o governo não teria desmontado a capacidade federal de cibersegurança eleitoral nem demitido seus especialistas no início de 2025 se estivesse realmente comprometido em apoiar autoridades eleitorais estaduais e locais.

Trump também adotou medidas relacionadas às eleições, incluindo restrições ao voto por correio e o uso de um banco de dados federal para verificar a cidadania dos eleitores. A Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou a primeira medida e autorizou a segunda.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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