A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira (25/9) o uso ampliado de uma ferramenta federal para verificar a cidadania de pessoas registradas para votar. A decisão é provisória e permite que os estados cruzem cadastros eleitorais com informações federais, incluindo números do Seguro Social.
O pedido foi apresentado pelo Departamento de Justiça para suspender uma decisão de uma juíza federal que havia impedido a utilização da versão modificada do SAVE (Systematic Alien Verification for Entitlements). O sistema é administrado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
A medida poderá ser aplicada enquanto os tribunais analisam a legalidade da ferramenta. A decisão não encerra o processo nem define se o modelo poderá continuar funcionando de forma permanente.
Mudanças no sistema
O SAVE foi criado para permitir consultas sobre cidadania e status migratório em pedidos de benefícios e em outros procedimentos do governo. Em 2025, o governo de Donald Trump alterou a ferramenta, incorporando dados da Administração da Seguridade Social (SSA), liberando consultas em grande escala e permitindo pesquisas pelo número do Seguro Social.
A administração afirma que as mudanças facilitam o atendimento a solicitações dos estados para verificar a cidadania de eleitores. O objetivo declarado é localizar pessoas que não são cidadãs americanas e aparecem nos registros eleitorais.
Antes da decisão desta sexta-feira, a versão modificada já podia ser usada em quatro estados: Flórida, Iowa, Indiana e Ohio. Em alguns casos, eleitores identificados como possíveis não cidadãos tiveram os registros revisados ou cancelados.
A autorização ocorre pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, quando serão disputadas cadeiras do Congresso americano. A organização e a condução das eleições continuam sendo responsabilidades principalmente dos estados, embora o governo Trump defenda uma participação federal maior na checagem dos cadastros.








