NOVA YORK — O fundo público de aposentadorias da Flórida e o National Center for Public Policy Research (NCPPR) processaram nesta quarta-feira (23) a New York Times Company, responsável pelo jornal The New York Times. Os acionistas querem obrigar a empresa a entregar documentos internos sobre checagem de fatos, correções, verificação de fontes e reclamações feitas dentro da redação.
A ação foi apresentada em um tribunal estadual de Nova York pelo State Board of Administration of Florida (SBA), que administra o Florida Retirement System Trust Fund, e pelo NCPPR. As organizações afirmam que os registros podem esclarecer como a direção do jornal tratou reclamações relacionadas à cobertura de Israel e se os mecanismos de supervisão editorial funcionaram.
Os autores sustentam que erros, correções e questionamentos internos levantam dúvidas sobre a aplicação dos padrões editoriais do New York Times. Eles também citam uma ex-funcionária não identificada, que trabalhou no jornal por cerca de uma década e diz ter começado, em 2019, a apresentar reclamações sobre o que considerava uma cultura editorial desfavorável a Israel.
De acordo com a petição, a ex-funcionária questionou decisões da cobertura sobre Israel e, depois, da guerra contra o grupo Hamas. Ela afirmou que suas preocupações não receberam uma resposta adequada dentro da empresa.
O New York Times rejeitou as acusações. O porta-voz Charlie Stadtlander disse que a ação “não tem mérito” e foi apresentada com um “propósito impróprio”. A empresa classificou o processo como uma tentativa de pressionar uma organização de imprensa independente e informou que vai contestá-lo na Justiça.
O fundo administrado pela Flórida atende mais de 1,2 milhão de participantes e beneficiários. No fim de agosto, tinha aproximadamente US$ 235,7 bilhões sob gestão. O governador Ron DeSantis e o procurador-geral James Uthmeier estão entre os integrantes do conselho que supervisiona o SBA.








