NOVA YORK — O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos e Israel de atacar civis e instalações no país durante discurso nesta quarta-feira (23/9) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele afirmou que o Irã é vítima do terrorismo e que age em defesa própria.
Pezeshkian rebateu declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou iranianos de terroristas. Durante o discurso, o iraniano exibiu imagens do aiatolá Ali Khamenei e de vítimas de bombardeios, incluindo crianças, e atribuiu os ataques a armas americanas e israelenses.
“Somos vítimas do terrorismo”, disse Pezeshkian. Ele também afirmou que o líder supremo do Irã foi assassinado sem base legal e que os ataques atingiram escolas, universidades, centros de saúde e hospitais.
A delegação dos Estados Unidos deixou o plenário durante a fala do presidente iraniano. Pezeshkian declarou que o país respondeu aos ataques, mas não atingiu populações civis. Segundo ele, os Estados Unidos e Israel usaram tecnologias e armamentos recentes contra o Irã.
O presidente iraniano também afirmou que o país não atacou nenhum Estado ou território por 200 anos e questionou as acusações de que o Irã promove instabilidade. “Nos defendemos com toda a nossa força”, declarou.
Assembleia da ONU
A 81ª Assembleia Geral da ONU ocorre na sede da organização em Nova York, nos Estados Unidos, entre 22 e 28 de setembro. O encontro reúne os 193 estados-membros da organização.
Em seu discurso, Donald Trump voltou a dizer que o Irã nunca deve ter uma arma nuclear e afirmou estar aberto a negociações de paz no Oriente Médio, mantendo tom de ameaça contra o país.
Guerra no Irã
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro, após ataques em diferentes partes do país que mataram o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra bases militares americanas na região.








