IÊMEN — Um grupo no norte do país usou a inteligência artificial Claude, da Anthropic, para desenvolver softwares ligados à produção de armas e chegou a testar um foguete real, informou a empresa em relatório divulgado nessa quinta-feira (10/9).
A Anthropic identificou, no último ano, seis projetos que utilizaram o Claude para o desenvolvimento de softwares de armas: três na China, dois na Rússia e um no Iêmen. O relatório não encontrou evidências de que o grupo iemenita tenha conseguido criar uma arma funcional.
O grupo trabalhava em três programas. Um deles previa um foguete guiado com computador de voo semelhante a um celular. Outro envolvia um míssil balístico de múltiplos estágios, com alcance superior a 2 mil km. O terceiro era um conjunto de mísseis R2000, com uma variante de veículo de planeio hipersônico que buscava atingir cinco vezes a velocidade do som.
A inteligência artificial foi usada em softwares de orientação, navegação e controle. Os integrantes operavam várias instâncias do Claude ao mesmo tempo, distribuindo tarefas como escrever código, fazer pesquisas e revisar o material produzido.
De acordo com a empresa, a IA bloqueou vários comandos, mas permitiu outros. Os operadores também tentaram ocultar as intenções do projeto para evitar que o sistema identificasse o uso militar.
O teste de campo teria falhado. “dentro de poucas horas, os atores retornaram ao Claude para descobrir o motivo da falha”, diz o relatório da Anthropic.








