Líderes católicos e comunidades religiosas abriram processos em Nova York e Illinois para contestar leis que autorizam o suicídio assistido nos Estados Unidos. As ações buscam proteger profissionais e instituições de saúde que se recusam a participar da morte induzida de pacientes por motivos éticos e religiosos.
Tribunais federais dos dois estados concederam decisões temporárias favoráveis aos grupos religiosos. As medidas impedem, durante a tramitação dos processos, que os governos estaduais apliquem punições aos objetores católicos.
Em Nova York, a juíza Anne Nardacci proibiu a aplicação da lei contra os demandantes. Em Illinois, o juiz Franklin Valderrama isentou bispos, médicos cristãos e lares de idosos do cumprimento das normas. As entidades querem transformar essas decisões provisórias em proteções definitivas.
Objeção de consciência
A Igreja afirma que o Estado não pode obrigar hospitais e profissionais católicos a agir contra sua consciência. Segundo os líderes religiosos, mesmo com cláusulas de exclusão, as leis exigem que prestadores de saúde participem do sistema de outras maneiras, inclusive informando sobre os supostos benefícios do suicídio assistido.
O descumprimento pode resultar em multas, perda de licença médica e prisão. Para os grupos religiosos, essas exigências comprometem a missão de cuidar de pessoas vulneráveis e confortar pacientes em fase final de vida.
O suicídio assistido é definido no texto como a prescrição, por médicos, de doses letais de medicamentos a pacientes que desejam morrer. Os bispos americanos também citam a ampliação dos critérios em outros países como argumento contra a prática nos Estados Unidos.
Nos Países Baixos, casos de eutanásia envolvem crianças menores de 12 anos e jovens fisicamente saudáveis com depressão. No Canadá, milhares de pessoas sem morte previsível tiraram a própria vida desde a legalização em 2016.
O bispo Dom Thomas Paprocki e o cardeal Blase Cupich defendem que a dignidade humana deve ser protegida até o fim natural. O Papa Leão XIV classificou a prática como uma “falsa compaixão” e afirmou que a legalização pelo Estado não torna um ato automaticamente moral ou ético.






