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Bispos criticam detenções de imigrantes e pedem mudança na política dos EUA

Líderes católicos questionam a prisão de crianças e defendem deportações concentradas em estrangeiros que cometeram crimes graves.

Bispos criticam detenções de imigrantes e pedem mudança na política dos EUA

Líderes da Igreja Católica intensificaram as críticas às políticas de imigração dos Estados Unidos no final de setembro de 2026. Bispos e cardeais afirmam que a fiscalização tem ampliado o sofrimento de estrangeiros e pedem mudanças nas leis, incluindo o fim da detenção de crianças.

O caso que provocou as críticas mais duras foi o de Liam Ramos, menino de cinco anos detido em Minneapolis. Ele e o pai foram presos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e permaneceram encarcerados por um mês. O juiz federal Fred Biery determinou a libertação imediata da criança e criticou a busca por cotas de deportação, que, segundo ele, provoca trauma desnecessário em crianças.

Proposta de deportação seletiva

O bispo Joseph Tyson, de Washington, defendeu uma política de “deportação cirúrgica”. A proposta é concentrar as expulsões em estrangeiros que cometeram crimes graves e representam ameaça à segurança pública.

Tyson classificou o modelo atual como indiscriminado por atingir pessoas que vivem há anos nos Estados Unidos, trabalham e podem ser detidas até em frente a tribunais enquanto tentam regularizar a situação. Para ele, prender pessoas sem antecedentes criminais contraria princípios humanitários.

Andrew Arthur, do Centro de Estudos de Imigração, sustenta que as leis perdem o sentido quando não são aplicadas com rigor. Ele defende a fiscalização interna e a deportação de quem entrou ilegalmente, mesmo sem outros crimes. O governo afirma que ninguém está imune à fiscalização e que pessoas em situação irregular serão presas.

Debate sobre o TPS

O Status de Proteção Temporária (TPS), criado em 1990, permite que pessoas de países afetados por guerras ou desastres naturais vivam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo limitado. O benefício não dá direito à cidadania.

A Igreja critica o encerramento do programa para quase um milhão de pessoas, sob o argumento de que elas não violaram leis. As autoridades dizem que o TPS foi usado como uma “anistia de fato” e que, com a melhora das condições nos países de origem, a proteção deve ser encerrada, tornando irregular a permanência dessas pessoas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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