Mosteiros e igrejas em montanhas da Europa, África e Oriente Médio transformam o percurso de acesso em parte da experiência de peregrinação. Os destinos ficam em penhascos, vales e formações rochosas, com caminhos que incluem trilhas, escadarias e escaladas.
Igrejas e mosteiros nas montanhas
Na Turquia, o Mosteiro de Sumela está cerca de 300 metros acima do vale de Altindere, em um penhasco próximo a Trabzon. O complexo greco-ortodoxo dedicado à Virgem Maria reúne igreja escavada na rocha, capelas, aposentos de monges, fonte sagrada e afrescos com cenas bíblicas.
No Egito, o Mosteiro de Santa Catarina fica ao pé do Monte Sinai, na Península do Sinai. A tradição monástica no local existe desde o século VI. A Basílica da Transfiguração conserva um mosaico do século VI, além de ícones cristãos antigos e uma biblioteca com milhares de manuscritos em grego, árabe e siríaco.
Na Grécia, os mosteiros de Meteora foram construídos no alto de formações de arenito. Eremitas chegaram à região no século XI. No final do século XV, havia 24 mosteiros; seis continuam em funcionamento. No Mosteiro da Santíssima Trindade, os visitantes percorrem uma escadaria de cerca de 140 degraus, esculpida em 1925.
Acesso por degraus e rocha
Na Armênia, Sevanavank fica acima do Lago Sevan, em uma península que antes era uma ilha. Duas igrejas construídas em 874 podem ser alcançadas pelos degraus da encosta.
Na Etiópia, a Igreja Abuna Yemata Guh está em um pináculo de arenito nas Montanhas Gheralta. A entrada exige a subida por uma face rochosa íngreme. No Líbano, o Vale Sagrado reúne mosteiros, igrejas em cavernas e eremitérios entre penhascos.
No Iraque, o Mosteiro Mor Mattai fica no Monte Alfaf, também chamado Monte Maqlub, com vista para a Planície de Nínive. Fundado, segundo a tradição, em 363 d.C., o mosteiro tem igrejas, capelas, memoriais e cavernas associadas a eremitas.








