O governo revisou para baixo a previsão do saldo positivo da balança comercial brasileira em 2026. A nova estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é de US$ 84,4 bilhões, ante US$ 90 bilhões projetados anteriormente.
A mudança foi influenciada principalmente pela redução das projeções para os preços do petróleo. O produto afeta as duas pontas do comércio exterior brasileiro: o país exporta petróleo bruto e importa derivados.
A previsão atualizada considera exportações de US$ 382,5 bilhões, contra US$ 394,4 bilhões na estimativa anterior. Para as importações, a projeção passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. Com isso, a estimativa de vendas externas diminuiu US$ 11,9 bilhões, enquanto a de compras caiu US$ 6,3 bilhões.
Apesar da revisão, as exportações previstas para 2026 representam alta de 9,8% sobre 2025. As importações devem crescer 6,4%. O saldo projetado também supera em 24% o resultado registrado em 2025.
Resultado esperado
Se a previsão se confirmar, o saldo comercial de 2026 será o 2º maior da série histórica. O recorde foi registrado em 2023, com US$ 98,9 bilhões. Em 2025, o Brasil terminou o ano com superavit de US$ 68,1 bilhões.
Essa é a 2ª revisão feita pelo MDIC em 2026. A estimativa inicial era de US$ 72,1 bilhões e havia sido elevada para US$ 90 bilhões em julho. Para atingir o novo valor, será necessário acumular aproximadamente US$ 22 bilhões de outubro a dezembro. No último trimestre de 2025, o saldo positivo foi de US$ 21,8 bilhões.
Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, afirmou que a projeção está próxima do desempenho acumulado até setembro. “Estamos prevendo 3 meses à frente”, disse.
Saldo de setembro
Em setembro, a balança comercial teve superavit de US$ 7,74 bilhões, alta de 146,4% sobre os US$ 3,14 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Foi o maior resultado mensal desde junho, quando o saldo positivo chegou a US$ 9 bilhões.
As exportações somaram US$ 34,42 bilhões, crescimento de 12,9% na comparação anual. As importações totalizaram US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4%.
Os preços dos produtos exportados subiram, em média, 9,9%, enquanto o volume embarcado avançou 2,3%. Setembro teve 21 dias úteis, um a menos que no mesmo mês de 2025. Pela média diária, as exportações cresceram 18,3%.
As vendas de petróleo bruto alcançaram US$ 6,49 bilhões, alta de 77,3% em relação a setembro de 2025.








