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Interpol identifica 126 suspeitos de terrorismo com apoio de inteligência artificial

Operação internacional analisou 108.076 imagens e usou reconhecimento facial para localizar possíveis terroristas estrangeiros.

Interpol identifica 126 suspeitos de terrorismo com apoio de inteligência artificial

A Interpol identificou 126 pessoas classificadas como terroristas estrangeiros após usar inteligência artificial para analisar imagens de grupos extremistas jihadistas na internet. A operação internacional reuniu policiais e especialistas de 11 países entre 1º e 5 de junho, na capital da Tunísia.

Batizada de Shams II, a ação examinou 108.076 imagens faciais extraídas de vídeos, fotografias e outros materiais publicados on-line. Ferramentas de inteligência artificial foram usadas para retirar duplicatas e avaliar a qualidade dos arquivos. Após essa etapa, restaram 6.362 fotografias únicas consideradas adequadas para análise biométrica.

As imagens foram comparadas pelo sistema de reconhecimento facial da Interpol com registros disponíveis em bases policiais. A organização informou que os resultados não foram incorporados automaticamente às investigações: policiais e analistas treinados revisaram e confirmaram as correspondências.

As identificações podem ajudar autoridades a localizar suspeitos, mapear contatos e acompanhar deslocamentos entre países. Milhares de imagens ainda precisam ser processadas, e o número de pessoas identificadas pode crescer. Dados obtidos na operação já são usados em procedimentos judiciais nos países participantes, incluindo um caso com dois suspeitos detidos.

Participaram 28 policiais e especialistas de Costa do Marfim, Gana, Iraque, Quênia, Malásia, Nigéria, Filipinas, Catar, Tajiquistão, Tunísia e Uzbequistão. Autoridades iraquianas forneceram centenas de imagens adicionais para as comparações.

Financiamento e radicalização

A operação também rastreou transações em criptomoedas ligadas a possíveis redes de financiamento terrorista. A partir dessa análise, investigadores solicitaram com urgência a um provedor de serviços de ativos virtuais informações sobre clientes e medidas para bloquear movimentações financeiras suspeitas. Foram feitos três pedidos.

Investigadores ainda conversaram com representantes da indústria de jogos on-line sobre o uso dessas plataformas na radicalização de jovens e sobre o aprimoramento do compartilhamento de dados com autoridades.

Para María Carmen Muñoz González, diretora de Contraterrorismo da Interpol, a operação mostrou o potencial da cooperação policial internacional combinada com ferramentas de análise apoiadas por inteligência artificial.

A Shams II faz parte do projeto CT TECH+, financiado por instrumentos de política externa da União Europeia e apoiado pelo Escritório das Nações Unidas de Contraterrorismo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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