A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta sexta-feira (18) que atingiu um petroleiro de bandeira do Togo durante uma tentativa de passagem pelo Estreito de Ormuz sem autorização de Teerã. A força disse que o navio Trend atravessou a rota durante a noite de quinta-feira (17), em uma passagem considerada ilegal, e precisou interromper o trajeto após pegar fogo.
O comandante naval da Guarda Revolucionária, Ali Ozmaei, declarou que a embarcação foi atingida e parada depois do incêndio. A força não informou qual armamento teria sido utilizado, qual era a carga do petroleiro ou se houve vítimas. Também acusou os Estados Unidos de incentivar a passagem do navio.
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz. O impacto provocou um incêndio, que foi controlado, e todos os tripulantes foram considerados seguros. A agência não identificou a embarcação.
O incidente comunicado pela UKMTO ocorreu perto da costa de Omã, segundo a Maritime Executive. Autoridades marítimas internacionais ainda não confirmaram que o caso envolva o Trend.
Depois do ataque, a Guarda Revolucionária afirmou novamente que controla o estreito e ameaçou navios que tentarem cruzá-lo sem autorização iraniana. “Uma passagem ilegal pelo Estreito de Ormuz não resultará em nada além da destruição da embarcação infratora”, disse Ozmaei.
O tráfego na rota está abaixo do padrão. Dados preliminares da Kpler indicam que quatro embarcações de transporte de commodities cruzaram o estreito na quinta-feira, contra seis no dia anterior. Nos dez dias anteriores, a média diária havia sido de 16 embarcações. Antes da guerra atual, a passagem concentrava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Alguns navios desligaram os sistemas de identificação automática durante a travessia, o que dificulta a contagem precisa. Até 15 de setembro, a Organização Marítima Internacional contabilizava 80 ataques contra a navegação internacional no estreito e em áreas próximas, com ao menos 22 marinheiros mortos.








