Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un e uma das principais figuras do governo da Coreia do Norte, afirmou nesta quinta-feira (17) que o país não pretende abandonar seu arsenal nuclear. Ela classificou como “idiotas” os que acreditam nessa possibilidade.
Em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, Kim disse que a condição da República Popular Democrática da Coreia como Estado com armas nucleares é absoluta e não pode ser revertida. Segundo ela, o arsenal contribui para impedir ações de forças internacionais consideradas hostis pelo regime.
A dirigente também criticou os pedidos da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) pela desnuclearização da península coreana. Ela chamou essas manifestações de uma “conversa tola já conhecida” e afirmou que o status nuclear norte-coreano está consolidado de maneira permanente, tanto fisicamente quanto juridicamente.
Arsenal e tensão militar
A Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican) estima que a Coreia do Norte tenha pelo menos 50 ogivas nucleares.
Em agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma redução substancial de um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul. Ele afirmou que a atividade era dispendiosa e enviava um sinal inadequado e hostil à Coreia do Norte, país que, segundo Trump, havia sido inofensivo e respeitoso durante seu mandato.
Depois, Trump sugeriu um encontro com Kim Jong-un, repetindo uma iniciativa de seu primeiro mandato. A Coreia do Norte negou que houvesse uma tentativa de diálogo entre Pyongyang e Washington e realizou novos testes de mísseis.








