O Papa Leão XIV classificou a pena de morte como inadmissível em uma mensagem publicada nas redes sociais no sábado, 10 de outubro, durante o Dia Mundial Contra a Pena de Morte. Para o pontífice, a punição viola a inviolabilidade e a dignidade da pessoa.
Leão XIV afirmou que a proteção da sociedade e a aplicação da justiça não dependem da pena capital. Ele citou a existência de sistemas penitenciários capazes de proteger os cidadãos sem eliminar totalmente a possibilidade de redenção dos condenados. A mensagem terminou com a hashtag #NoDeathPenalty, usada em campanhas pela abolição da pena de morte.
A declaração ocorreu um dia depois de o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, criticar os planos de uma execução pública nos Estados Unidos. Em 9 de outubro, Parolin disse que a transmissão ao vivo seria inaceitável e afirmou que transformar a morte em espetáculo não é aceitável. Para ele, a pena de morte não funciona como dissuasão.
No mesmo dia, o arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, declarou ter sentido choque e grande tristeza e pediu a reconsideração da decisão.
Caso Nidal Hassan
Nidal Hassan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 em Fort Hood, em novembro de 2009. Uma corte marcial aplicou a pena de morte em 2013.
O Pentágono anunciou na quinta-feira que a execução por pelotão de fuzilamento está marcada para 3 de dezembro de 2026. Novos processos judiciais podem adiar a aplicação da pena.








