O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira (28/9) que o crescimento de grupos de extrema direita não representa uma manifestação autêntica do cristianismo. A declaração foi feita durante a coletiva no voo de retorno de Metz, na França, para Roma, após uma visita ao país.
Ao responder sobre a redução do número de fiéis na Alemanha, o pontífice foi questionado sobre uma possível ligação entre a crise religiosa e o avanço da extrema direita. Ele disse que, em alguns casos, posições políticas têm sido associadas a uma forma de religiosidade.
Leão XIV defendeu que os fiéis retomem princípios do Evangelho, como compreensão, compaixão e acompanhamento. “Uma religiosidade que, não só na minha opinião, mas também na opinião dos líderes das Igrejas Católica e Protestante na Alemanha, não representa uma expressão autêntica do cristianismo”, afirmou.
Possível visita à Alemanha
O papa disse que ainda não existe data para uma eventual viagem à Alemanha, embora tenha manifestado interesse em conhecer o país. Para ele, seria importante analisar se há relação entre a queda no número de fiéis e o crescimento de grupos extremistas.
Na coletiva, Leão XIV também defendeu princípios que considera essenciais para a União Europeia, como o respeito às leis e a igualdade entre as pessoas, sem distinção de raça, cor, classe ou profissão.
Guerra na Ucrânia
Ao falar sobre a guerra na Ucrânia, o pontífice afirmou que os envolvidos nas negociações precisam aceitar concessões para chegar a um acordo de paz. Sem mencionar diretamente os países envolvidos, chamou o conflito de “novo massacre sem sentido” e lamentou as mortes diárias de civis.
Leão XIV voltou a criticar o aumento dos gastos militares dos países europeus. Segundo ele, os recursos destinados à compra de armas poderiam ser usados para enfrentar a fome, a falta de moradia e o desemprego.
“Esses bilhões de euros ou dólares poderiam ser usados para resolver problemas como a fome mundial, a crise habitacional e o desemprego”, disse. O papa também defendeu que os países priorizem investimentos em saúde e educação e afirmou que a Igreja Católica deve atuar na promoção da dignidade humana e da santidade da vida.








