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AfD vence em Saxônia-Anhalt, mas precisa de aliados para governar

Partido obteve 44% dos votos e 39 cadeiras, abaixo das 42 necessárias para formar maioria no Parlamento estadual.

AfD vence em Saxônia-Anhalt, mas precisa de aliados para governar
Foto: Ronny Hartmann/AFP

A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou 44% dos votos na eleição estadual e terá a maior bancada do Parlamento local, segundo projeções. O resultado é o melhor da extrema direita alemã desde a Segunda Guerra Mundial, mas não assegura o comando do governo ao candidato Ulrich Siegmund.

A legenda teria 39 cadeiras, enquanto seriam necessárias 42 para alcançar a maioria. Siegmund dependerá de negociações com outros partidos para se tornar ministro-presidente, função equivalente à de governador. As demais siglas, até agora, resistem a uma aliança com a AfD.

Reação dos partidos

Alice Weidel, colíder da AfD, afirmou que o partido recebeu um "mandato claro" que se estende para além de Saxônia-Anhalt e alcança outros estados e o Bundestag, o Parlamento alemão. Ela também disse que a sigla está disposta a dialogar com outras legendas.

Franziska Hoppermann, secretária-geral da CDU, respondeu: "Não trabalhamos com partidos extremistas". A legenda é liderada pelo primeiro-ministro Friedrich Merz, apontado como o grande derrotado do pleito. O governador Sven Schulze, também da CDU, obteve 17,5% dos votos, cerca de metade do resultado do partido em 2021.

A Esquerda teve 8,6%, os Verdes alcançaram 8,9% e o SPD ficou com 9,2%, conforme as projeções. A BSW chegou a 5,1% e pode ter superado a cláusula de barreira.

Disputa pelo governo

A CDU pode tentar formar um governo de minoria com apoio pontual da Esquerda. Esse tipo de arranjo é proibido por uma resolução do partido, mas já existe em outros estados alemães. A prática de evitar alianças com a AfD é conhecida como Brandmauer, ou firewall.

Siegmund fez campanha no TikTok, com referências à antiga Alemanha Oriental. Sua eventual eleição seria a primeira de um extremista de direita desde a era do Partido Nazista, de Adolf Hitler, há quase um século.

O candidato declarou que a AfD não abriria mão de suas principais bandeiras em uma negociação, entre elas imigração, segurança doméstica e reaproximação com a Rússia. Segundo os serviços de inteligência da Alemanha, a legenda é "comprovadamente de extrema direita" e tem integrantes investigados por discurso de ódio e neonazismo.

A participação eleitoral foi de 78%. Em Magdeburgo, capital do estado, houve protestos de movimentos sociais e uma pequena altercação entre militantes da AfD e manifestantes. O líder do SPD e vice-premiê, Lars Klingbeil, classificou o resultado como "um sinal para Berlim".

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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