São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Mundo

Leão XIV critica uso comercial da ciência em visita de quatro dias à França

Em Paris, o papa defendeu a proteção da vida e disse que a secularidade não deve afastar a religião do espaço público.

Leão XIV critica uso comercial da ciência em visita de quatro dias à França

O Papa Leão XIV iniciou nesta sexta-feira (25) uma visita de quatro dias à França com um discurso no Palácio do Eliseu, diante do presidente Emmanuel Macron. Ele criticou o uso da ciência e da tecnologia voltado exclusivamente ao lucro e defendeu a responsabilidade coletiva pela proteção da vida humana, do início ao fim natural.

O pontífice citou a manipulação genética, a barriga de aluguel e o comércio de órgãos humanos como exemplos de desvios éticos. Para Leão XIV, o avanço científico deve estar a serviço do bem comum, e não apenas do mercado. Ele também alertou para o risco de uma sociedade em que a responsabilidade individual seja substituída pela obediência cega a um “paraíso das máquinas”.

Eutanásia e secularidade

A visita ocorre após a França legalizar o suicídio assistido e a eutanásia, tornando-se o quinto país europeu a permitir essas práticas. O papa afirmou que proteger toda vida humana é um dever de cada cidadão. O Vaticano rejeita a interrupção intencional da vida para aliviar a dor e o uso de fármacos letais pelo próprio paciente sob orientação médica. Em lugar disso, defende acompanhamento humano e espiritual.

Leão XIV também falou sobre a “laïcité”, conceito francês de separação entre Igreja e Estado. Para ele, uma secularidade autêntica não deve excluir a religião da esfera pública ou da educação. O papa defendeu o diálogo entre o Estado e as instituições religiosas e disse que cristãos no serviço público, orientados pela fé, podem contribuir para o bem comum e para decisões políticas que respeitem a dignidade humana.

Agenda em Paris

No primeiro dia, Leão XIV teve um encontro privado de 50 minutos com Macron, visitou a sede da UNESCO e foi à Catedral de Notre-Dame. No local, homenageou bombeiros e artesãos que participaram da restauração após o incêndio de 2019.

A agenda terminou com uma vigília de oração no estádio nacional, que reuniu cerca de 80 mil jovens. Essa é a primeira viagem de um pontífice a Paris desde 2008. O roteiro inclui ainda Lourdes e Metz, antes do retorno a Roma.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5