O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aplaudido quatro vezes durante o discurso de cerca de 18 minutos na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22/9). Ele também recebeu aplausos antes de subir à tribuna, ao ser anunciado como o primeiro chefe de Estado a falar no encontro pelo presidente da Assembleia Geral, Dr. Khalilur Rahman.
Em 2025, Lula havia sido aplaudido sete vezes durante o discurso no mesmo fórum. Nesta edição, as manifestações ocorreram após declarações sobre o reconhecimento do tráfico de africanos escravizados como crime contra a humanidade, a defesa da relatora especial da ONU Francesca Albanese, críticas a declarações dos Estados Unidos sobre a América Latina e a defesa da atuação das mulheres.
Ao falar sobre Albanese, Lula afirmou: “A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, não pode ser silenciada por dizer a verdade”. O presidente também declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, ao abordar a proximidade com os Estados Unidos e as chamadas tentações hegemônicas.
Soberania e democracia
O discurso incluiu críticas a ameaças de interferência externa em processos eleitorais e uma defesa da soberania brasileira. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, Lula disse que “a democracia brasileira pertence aos brasileiros”.
Brasil e Estados Unidos enfrentam desavenças comerciais e políticas que levaram a uma crise diplomática entre os países. A disputa foi agravada pela aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros.
O governo Lula acusa a Casa Branca de tentar interferir nas eleições brasileiras de outubro. Segundo integrantes do governo, ações recentes dos Estados Unidos indicariam uma tentativa de favorecer o grupo de oposição representado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República.







