NOVA YORK — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a atuação da ONU e afirmou que a organização tenta impor uma “agenda de extrema-esquerda” durante discurso na Assembleia Geral, nesta terça-feira (22). Em uma fala de pouco menos de 40 minutos, ele também abordou as guerras no Irã e na Ucrânia, economia, imigração e Inteligência Artificial (IA).
Trump disse que, no primeiro ano e meio do segundo mandato, buscou implementar mudanças para resolver questões que, segundo ele, permanecem há muito tempo. “Agimos com determinação e rapidez para remodelar o cenário mundial”, afirmou.
Irã e Ucrânia
Ao falar sobre o Irã, Trump disse que deu ao país oportunidades para um acordo antes de tomar medidas para impedir um possível ataque nuclear. Ele afirmou que precisa decidir entre negociar uma reconstrução do país ou “aniquilar a República Islâmica”.
O presidente americano declarou acreditar que um acordo será fechado depois da eleição de meio de mandato, em novembro. Segundo ele, não faria sentido para o Irã rejeitar a negociação.
Sobre a Ucrânia, Trump disse que os Estados Unidos continuam buscando o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele afirmou que o conflito mata milhares de pessoas todos os meses e citou uma nova lei aprovada pelo Congresso que lhe dá poderes sobre tarifas.
Economia, imigração e Venezuela
Trump declarou que os mercados de ações dos Estados Unidos estabeleceram 80 recordes históricos nos últimos 12 meses e que o país garantiu compromissos de US$ 21 trilhões em novos investimentos. Também afirmou que a fronteira americana se tornou a mais segura da história do país.
Ao tratar da Venezuela, disse que as Forças Armadas dos Estados Unidos fizeram, em janeiro, uma operação militar em Caracas, prenderam Nicolás Maduro e contribuíram para a libertação de centenas de presos políticos venezuelanos.
Cuba, Groenlândia e ONU
Trump afirmou que sua administração busca uma mudança na situação de Cuba, cujo regime comunista, segundo ele, está sob forte pressão. Disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, participa de negociações com o país.
O presidente também afirmou que os Estados Unidos firmaram um acordo com o Reino da Dinamarca e com o povo da Groenlândia para obter controle permanente sobre a segurança e outras necessidades do território.
Na ONU, Trump criticou a Organização Marítima Internacional e disse que seu governo impediu a criação de um imposto global sobre o carbono. Segundo ele, a medida poderia elevar os custos do transporte marítimo internacional entre 10% e 20%, ou mais.
Ele também rejeitou a atuação do Tribunal Penal Internacional e afirmou que os Estados Unidos não aceitarão investigações ou julgamentos contra militares americanos.
Trump ainda acusou o Conselho de Direitos Humanos de não agir diante da perseguição a cristãos e rejeitou uma proposta global para controlar a Inteligência Artificial. Ele defendeu que a tecnologia passe a ser chamada oficialmente de “Super Inteligência”.








