São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
Mundo

Manifesto no Le Monde acusa EUA de interferir na eleição brasileira

Carta assinada por artistas, intelectuais e acadêmicos critica Flávio Bolsonaro e pede acompanhamento internacional da votação de outubro.

Manifesto no Le Monde acusa EUA de interferir na eleição brasileira

Um manifesto publicado nesta quarta-feira (30) no jornal francês Le Monde acusa os Estados Unidos de tentar influenciar a eleição presidencial brasileira e afirma que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) participa desse movimento.

Assinado por artistas, intelectuais, acadêmicos e representantes de organizações, o documento pede que veículos de comunicação, políticos, instituições europeias e entidades da sociedade civil acompanhem a votação e rejeitem o que os autores classificam como interferência estrangeira no Brasil.

Entre os signatários estão o cantor Chico Buarque, o ex-jogador Raí e os economistas Thomas Piketty, Joseph Stiglitz e Philippe Aghion. O primeiro turno está marcado para este domingo (4), com eventual segundo turno no dia 25.

A carta relaciona a disputa brasileira ao avanço da direita em outros países da América Latina e critica a atuação do governo do presidente Donald Trump. Os autores citam as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e medidas contra autoridades do país.

O manifesto afirma que Flávio esteve em Washington em maio, onde teria se reunido com Donald Trump, com o secretário de Estado Marco Rubio e com o vice-presidente J.D. Vance. Também diz que o candidato pediu supervisão internacional da eleição brasileira.

Os Estados Unidos aplicaram em julho uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, após investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Depois, foi aplicada outra tarifa de 12,5%. O governo americano justificou as medidas com questões como comércio digital, tarifas consideradas discriminatórias, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Críticas aos Bolsonaro

O documento critica o ex-presidente Jair Bolsonaro e apresenta a candidatura de Flávio como continuidade de seu projeto político. Também menciona a condenação do ex-presidente e questiona sua gestão durante a pandemia de Covid-19, além de políticas ambientais e sociais.

Os signatários criticam ainda propostas econômicas atribuídas a Flávio, como austeridade fiscal, redução do tamanho do Estado, privatizações e diminuição de impostos. Na avaliação do grupo, essas medidas poderiam aumentar a desigualdade e a pobreza.

A carta também acusa Flávio de ter colocado em dúvida a confiabilidade do sistema eleitoral antes da votação e depois negado ter questionado sua integridade. Para os autores, essa postura seria uma preparação para contestar o resultado, em caso de derrota.

O manifesto cita mudanças políticas na Argentina, no Chile, no Peru, na Colômbia e nos Estados Unidos. Segundo os signatários, uma vitória de Flávio fortaleceria movimentos de direita na região e consolidaria uma hegemonia reacionária no continente com apoio de Washington.

Ao final, os autores afirmam que “uma parte importante do futuro da democracia estará em jogo” no 4 de outubro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5