WASHINGTON — O presidente da Argentina, Javier Milei, encontrou-se na noite de quarta-feira (14) com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro durante uma festa em Washington, nos Estados Unidos. No evento, ele voltou a apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ditador comunista”.
Milei foi o convidado de honra da Festa de Gala da Herança Hispânica. Esta foi a quinta visita dele aos Estados Unidos neste ano e a vigésima desde a eleição para a Presidência argentina, em 2023.
Durante o discurso, o presidente argentino defendeu que Donald Trump saia fortalecido das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A disputa envolverá as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos cem assentos do Senado americano.
Milei afirmou que mantém uma aliança com Trump para formar um escudo contra o socialismo no continente americano. Também citou vitórias da direita em eleições presidenciais no Equador, na Bolívia, em Honduras, no Chile, no Peru e na Colômbia.
Ao mencionar Flávio Bolsonaro, o presidente argentino disse: “tenho certeza, dentro de poucos dias, se encontrará novamente diante do ditador comunista Lula da Silva”. O segundo turno da eleição brasileira está marcado para o dia 25.
Eduardo Bolsonaro compartilhou no X uma foto ao lado de Milei na festa. Também publicou uma mensagem do jornalista Allan dos Santos sobre a repercussão das declarações. Em resposta, escreveu que “censuraram o La Derecha Diário no Brasil”, em referência ao site conservador argentino, cujo perfil na plataforma está bloqueado no país.
Em um vídeo publicado por Santos, Milei abraça Eduardo e diz: “Vamos tirar a patadas o comunista ditador do Brasil!”. Eduardo responde com uma referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O gabinete do ministro foi procurado para comentar a declaração, mas não havia respondido até a publicação das informações.








