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Papa Leão XIV poderá ver túnica atribuída a Cristo em vigília na França

Relíquia será levada de Argenteuil ao Stade de France em 25 de setembro, durante uma vigília com mais de 80 mil jovens.

Papa Leão XIV poderá ver túnica atribuída a Cristo em vigília na França

O Papa Leão XIV poderá ver pela primeira vez a Sagrada Túnica, vestimenta atribuída a Cristo durante a paixão, em 25 de setembro. A relíquia será exibida ao fim de uma vigília de oração no Stade de France, em um subúrbio ao norte de Paris.

Mais de 80 mil jovens franceses se inscreveram para o encontro. A túnica será levada da Basílica de Saint-Denis, em Argenteuil, até o estádio. Os locais ficam separados por 6 quilômetros, mas o percurso será mantido em sigilo por razões de segurança. A transferência terá vigilância no solo e do alto.

A relíquia costuma ser apresentada em exposições realizadas a cada 50 anos ou em ocasiões extraordinárias. A mais recente ocorreu em 2023. Nunca antes, porém, uma exposição extraordinária havia acontecido durante uma viagem papal e na presença de um pontífice.

O Padre Guy-Emmanuel Cariot, ex-reitor da basílica de Argenteuil, afirmou que Leão XIV será o primeiro papa a ver a túnica desde o tempo de São Pedro. A afirmação pode ser um exagero, mas não houve antes uma exibição extraordinária da peça diante de um papa.

A túnica é mantida em Argenteuil há mais de 1.200 anos. A história da relíquia aparece em registros antigos, incluindo uma obra do século VI de Gregório de Tours e a Crônica de Fredegar, do século VII. Os documentos situam a peça em locais diferentes.

Segundo a tradição registrada no texto, a túnica passou pela posse da imperatriz bizantina Irene antes de ser entregue a Carlos Magno no ano 800. Ele a doou ao mosteiro de Argenteuil, cuja abadessa era sua filha Teodrada. Um documento de 1156 registra que a peça já era mantida havia muito tempo na basílica.

A túnica foi escondida em diferentes períodos para protegê-la. Durante a Revolução Francesa, o Padre Ozot, pároco de Argenteuil, mandou cortá-la e ocultá-la para evitar a perseguição anticlerical. A peça foi remontada posteriormente, mas algumas partes se perderam.

Outras relíquias atribuídas à túnica são preservadas em diferentes locais, como a chamada Túnica de Trier, na Alemanha. Ela aparece em registros desde 1072, mas estudiosos não conseguiram determinar sua origem e idade devido ao estado de conservação e aos reparos realizados ao longo dos séculos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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