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Papa Leão XIV pede perdão e harmonia em missa em Metz

Durante celebração com 35 mil pessoas, o pontífice afirmou que as feridas da Europa podem iluminar um futuro de harmonia.

Papa Leão XIV pede perdão e harmonia em missa em Metz

METZ, FRANÇA — O Papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira que as feridas da violência no passado recente da Europa podem ajudar a construir um futuro de harmonia. A declaração foi feita durante uma missa na Catedral de Metz, na França, último evento da viagem do pontífice ao país.

O Vaticano informou que 35 mil católicos de Metz e de áreas vizinhas acompanharam a celebração dentro da catedral e nas ruas próximas, por meio de telões. O presidente francês Emmanuel Macron e a esposa, Brigitte, ficaram na primeira fila.

Em sua homilia, Leão XIV lembrou os conflitos que marcaram a região e defendeu o perdão, a misericórdia e o respeito às diferenças. Ao falar sobre a Europa, afirmou que seu futuro não está na uniformidade, mas na harmonia entre diferentes grupos.

A Catedral de Metz, dedicada a Santo Estevão, é conhecida pela grande extensão de seus vitrais, com quase 6.500 metros quadrados. O papa relacionou a luz que atravessa as janelas à possibilidade de transformar as feridas do passado em caminhos de esperança.

Metz fica no nordeste da França, a 43 quilômetros do triponto de Schengen, onde se encontram as fronteiras de Luxemburgo, França e Alemanha. A região foi anexada pelo Império Alemão na virada do século 20 e, posteriormente, pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade também foi o lar de Robert Schuman, um dos fundadores da União Europeia.

Leão citou Santo Agostinho e a obra “A Cidade de Deus” ao definir a paz como uma comunhão harmoniosa. Também disse que a paz entre as pessoas depende do reconhecimento da dignidade e do papel de cada um.

“Em um mundo marcado por tanta violência, manipulação e arrogância em vários níveis, Jesus nos ensina como transformar desertos em oásis”, declarou o pontífice.

Antes da missa, a multidão levou bandeiras francesas, regionais e alemãs. Entre os participantes estavam escoteiros, idosos e jovens. Marion Bertagnolio, professora de física, disse que tirou um dia de folga para rezar com o papa e afirmou esperar que a mensagem dele ajude a unir a França, diante das eleições presidenciais no início do próximo ano e de divisões na comunidade católica.

O pontífice também recordou que esteve em Lourdes em 27 de setembro e falou aos doentes durante a viagem.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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