A Starship, da SpaceX, alcançou a órbita pela primeira vez nesta segunda-feira (28), durante seu 14º voo de teste. A empresa decidiu encurtar a missão, que inicialmente teria dez horas de duração e seis voltas completas ao redor da Terra.
A decolagem ocorreu às 8h49 locais (10h49 de Brasília), na Starbase, instalação da SpaceX no sul do Texas, na costa do Golfo do México e perto da fronteira com o país vizinho. A previsão passou a ser de reentrada na atmosfera sobre o Oceano Pacífico e amerissagem em águas ao norte do Havaí três horas depois do lançamento, às 13h49 de Brasília. A razão da mudança não foi divulgada.
A nave quase não alcançou a órbita depois que um dos motores desligou prematuramente. Como os demais sistemas continuavam funcionando e o motor não era mais necessário, os controladores de voo decidiram manter o plano possível para a missão.
Até este voo, as missões da Starship seguiam trajetórias suborbitais passivamente seguras, que permitiam coletar dados durante voos reais. A permanência em órbita depende principalmente da velocidade sustentada, e não apenas da altitude, que chegou a 275 quilômetros.
Para permanecer em órbita baixa da Terra, a espaçonave precisa atingir aproximadamente 28 mil quilômetros por hora. Nessa velocidade, enquanto a gravidade a puxa em direção ao planeta, a curvatura da Terra recua sob a nave em ritmo semelhante, mantendo-a em uma queda livre contínua.
O teste também marcou o início do lançamento de satélites de internet. A Starship transportará 26 satélites Starlink V3, descritos como as unidades mais avançadas da subsidiária de telecomunicações da SpaceX, com o objetivo de aumentar a velocidade para os usuários. A empresa classificou o lançamento como um “marco importantíssimo”.








