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Negociações em Kiev terminam sem acordo sobre disputa territorial

Volodimir Zelenski disse que temas centrais da negociação com a Rússia exigem uma conversa direta entre os presidentes.

Negociações em Kiev terminam sem acordo sobre disputa territorial
Foto: Genya Savilov/AFP

A Ucrânia informou que ataques russos mataram dez pessoas em diferentes regiões do país, incluindo uma criança e familiares na região de Kharkiv. Outras duas pessoas morreram nos arredores da capital. A Força Aérea ucraniana afirmou que a Rússia lançou 108 drones e mísseis durante a noite. Moscou declarou ter abatido 258 drones.

Os combates continuaram em outras regiões durante as negociações realizadas em Kiev neste domingo (6), apesar do compromisso assumido por Rússia e Ucrânia de suspender ataques contra as respectivas capitais por três dias. O espaço aéreo ucraniano permanece fechado desde o início do conflito, e Jared Kushner e Steve Witkoff chegaram à cidade de trem.

Reunião com a delegação americana

Após conversar com os enviados dos Estados Unidos, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que os temas mais sensíveis, como a disputa territorial, só podem ser resolvidos em uma reunião entre os líderes. A declaração representa um novo pedido de encontro com o presidente russo, Vladimir Putin.

Zelenski avaliou a conversa como positiva, mas disse que, por enquanto, a guerra pode se prolongar por mais um inverno europeu. Depois da reunião, autoridades ucranianas e representantes de segurança de Reino Unido, França e Alemanha participaram de outro encontro com a delegação americana. Zelenski agradeceu a presença dos europeus.

Witkoff classificou a reunião como “significativa, substancial, importante” e defendeu que Rússia e Ucrânia façam concessões para reduzir as divergências. “Ambas as partes terão de fazer concessões e reduzir suas divergências, e acreditamos que dispomos dos elementos necessários para alcançar isso”, afirmou. Kushner disse esperar que a viagem tenha aberto novos caminhos para o avanço das negociações.

Conversas em Moscou

Witkoff e Kushner haviam se reunido com Putin no sábado (5), no Kremlin, para discutir o fim de mais de quatro anos de guerra. Os dois já tinham visitado Moscou oito vezes, mas ainda não haviam negociado na capital ucraniana.

O Kremlin afirmou que os americanos apresentaram ideias sobre possíveis caminhos para um acordo. Yuri Uchakov, assessor diplomático do governo russo, classificou as conversas como “extremamente francas” e disse que Moscou está confiante de que poderá alcançar seus objetivos militares e tomar o restante do leste da Ucrânia.

A Casa Branca informou que os encontros buscavam promover a agenda de paz de Donald Trump. As próximas etapas, conforme o comunicado, devem ser anunciadas nas próximas semanas. Até agora, os esforços dos Estados Unidos não produziram avanço na guerra, e as iniciativas de paz estão paralisadas, em parte, pela guerra de Washington e Israel com o Irã, desde fevereiro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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