VATICANO — O papa Leão XIV afirmou no domingo que as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia precisam produzir resultados e favorecer a diplomacia. A declaração ocorreu enquanto enviados dos Estados Unidos chegavam a Kiev para tratar do conflito.
Steve Witkoff e Jared Kushner viajaram à capital ucraniana depois de se reunirem no sábado, 5 de setembro, em Moscou, com Vladimir Putin. No mesmo período, a Rússia ampliou o uso de mísseis e drones contra a Ucrânia.
Os ataques mataram dezenas de pessoas em Kiev e em áreas próximas. Na região de Odessa, as ofensivas interromperam o fornecimento de eletricidade para centenas de milhares de pessoas. O papa disse ter acompanhado as notícias com tristeza e mencionou as mortes de civis e os danos a cidades e infraestruturas civis.
Leão XIV declarou esperar que “os esforços empreendidos nestes dias para retomar as negociações deem frutos concretos e abram espaço para a diplomacia”. Ele falou aos peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano, após a oração do Angelus.
Catequese sobre conflitos
Antes da oração mariana, o pontífice comentou a leitura do Evangelho de Mateus 18:15-20. A passagem trata da orientação de Jesus aos discípulos sobre como corrigir um irmão: primeiro em particular, depois com a participação de outras pessoas e, se necessário, diante da comunidade.
Leão classificou esse processo como uma forma cuidadosa de lidar com problemas. Para ele, conversas francas podem transformar conflitos em oportunidades de crescimento, enquanto reclamar ou falar mal de alguém não resolve as situações.
O papa também afirmou que a oração coletiva fortalece a unidade entre os cristãos. Segundo ele, a fé pode substituir a desconfiança e permitir que as pessoas se reconheçam como irmãos e irmãs, capazes de viver em harmonia, perdoar e ouvir umas às outras no Senhor.







