AFEGANISTÃO — Uma menina de 12 anos ficou uma semana com uma sanguessuga de 8 cm presa na garganta depois de beber água não tratada de um riacho. O parasita foi retirado, e ela apresentou alívio imediato dos sintomas.
A menina começou a sentir irritação leve na garganta após um piquenique. O quadro evoluiu para dificuldade para engolir, sangramentos no nariz e tosse. Um médico local tratou o caso como infecção de garganta, mas não houve melhora.
Uma semana depois do início dos sintomas, uma nova avaliação encontrou uma estrutura escura aderida à faringe. Uma investigação mais profunda identificou a sanguessuga viva presa à mucosa faríngea, entre a orofaringe e a hipofaringe.
Os exames também constataram a presença do parasita na faringe. A sanguessuga foi removida, e a menina ficou bem.
Caso raro
O caso foi relatado em um artigo científico publicado na Clinical Case Reports por pesquisadores da Universidade de Herat e da Universidade Jami. Os cientistas classificaram a ocorrência como rara.
Segundo o estudo, sanguessugas aquáticas podem entrar no corpo pela ingestão de água contaminada e se fixar às mucosas do nariz, nasofaringe, orofaringe, hipofaringe, laringe, traqueia ou esôfago. Nesses locais, elas se alimentam de sangue e podem provocar irritação, sangramento e sintomas obstrutivos.








