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Terremoto é seguido por erupção de vulcão adormecido na Rússia

O Krasheninnikov voltou a liberar lava e cinzas cinco dias após um terremoto de magnitude 8,8 em Kamchatka.

KAMCHATKA, RÚSSIA — Um terremoto de magnitude 8,8 foi seguido, cinco dias depois, pelo início da atividade do vulcão Krasheninnikov, na península de Kamchatka. O vulcão estava sem erupções havia quase cinco séculos e passou a liberar lava, cinzas e gases.

O abalo ocorreu em 30 de julho de 2025, no oceano, a cerca de 240 quilômetros do vulcão. Em 3 de agosto, começaram os sinais de atividade. O Krasheninnikov não entrava em erupção desde aproximadamente 1550, quando os dois cones que formam sua estrutura emitiram fluxos de lava.

A coincidência entre os eventos levantou a possibilidade de que o terremoto tenha contribuído para o despertar do vulcão. A Nasa informou que o caso pode ser considerado um exemplo de possível atividade vulcânica desencadeada por um terremoto, mas ressaltou que o fenômeno depende das condições internas da estrutura, como a presença de magma acumulado e pressão suficiente.

Imagens de radar identificaram deformações no terreno depois do terremoto e antes da erupção. O sinal indica movimentação de magma em direção à superfície. O vulcão fica dentro de uma caldeira com cerca de 10 quilômetros de diâmetro e é formado por dois vulcões sobrepostos.

Monitoramento por satélite

A atividade passou a ser acompanhada pelo NISAR, missão conjunta da Nasa e da agência espacial indiana ISRO. Em setembro de 2026, a Nasa divulgou uma animação feita com 17 registros captados entre dezembro de 2025 e agosto de 2026.

A sequência mostra a lava ocupando primeiro uma caldeira menor dentro do vulcão. Depois, o material transborda, se espalha pela superfície em formato semelhante a um leque e avança principalmente para o leste. Também foram identificados detritos no flanco leste e um segundo caminho de material vulcânico em direção ao noroeste.

O primeiro registro usado na animação foi feito em 25 de dezembro de 2025. O satélite passou a observar o local duas vezes a cada 12 dias, acompanhando as mudanças provocadas pela erupção.

O NISAR usa radar de abertura sintética, com pulsos de micro-ondas enviados à superfície. A tecnologia permite produzir imagens do terreno à noite ou sob nuvens. A lava aparece mais clara porque devolve o sinal de radar com maior intensidade do que a neve e o solo ao redor. Cada pixel representa uma área de aproximadamente 10 metros por 10 metros.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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